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ALEITAMENTO MATERNO

26.08.11

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O leite materno é completo. Isso significa que até os 6 meses o bebê não precisa de nenhum outro alimento (chá, suco, água ou outro leite). Depois dos 6 meses, a amamentação deverá ser complementada com outros alimentos. Você pode continuar amamentando até 2 anos ou mais. O leite materno funciona como uma verdadeira vacina, protegendo a criança de muitas doenças. Além disso, é limpo, está sempre pronto e quentinho. Isso sem falar que a ama­mentação favorece um contato mais íntimo entre a mãe e o bebê.
A amamentação também traz muitos benefícios para a mãe:
- reduz o peso mais rapidamente após o parto;
- ajuda o útero a recuperar seu tamanho normal, diminuindo o  risco  de hemorragia e de anemia após o parto;
- reduz o risco de diabetes;
- reduz o risco de câncer de mama;
- se a  amamentação for exclusiva, pode  ser  um  método  natural  para evitar uma nova gravidez.
Como tornar a amamentação mais tranqüila e prazerosa:

Nos primeiros meses, o bebê ainda não tem um horário para mamar. Dê o peito ao  seu filho sempre que ele pedir. Com o tempo, ele vai fazendo seu horário de mamadas.
Antes de começar a dar de mamar, lave as mãos.
- a melhor posição para amamentar é aquela em que você e o  seu bebê se sentirem mais confortáveis. Não se  apresse,  deixe  o  bebê  sentir o prazer e o conforto do contato com seu corpo;
- cada bebê tem seu próprio ritmo de mamar, o que deve ser respeitado. Dei­xe-o mamar  até  que  fique  satisfeito. Espere  que  ele  esvazie bem a mama e então ofereça a outra, se ele quiser.
- o leite do fim da  mamada tem mais gordura e por isso mata a fome do bebê e faz com que ele ganhe mais peso;
- na primeira mama, o bebê suga com mais força porque está com mais fome e assim esvazia melhor essa mama. Por isso, sempre comece com aquela que terminou a última mamada, para que o bebê tenha a oportuni­dade de esvaziar bem as duas mamas, o que é importante para a mãe ter bastante leite.
 
 
Dificuldades na amamentação
Rachaduras no bico do seio:
As rachaduras aparecem quando a criança não está pegando bem no peito da mãe. Se a pega do bebê não estiver correta, procure corrigi-la. Se o peito estiver muito cheio, tornando a mamada difícil, retire um pouco do leite antes, para ajudar o bebê a mamar. Se não houver melhora, procure ajuda num serviço de saúde.
Seios empedrados:
Quando isso acontece, é preciso esvaziar bem os seios. Não deixe de amamentar, ao contrário, amamente com freqüência, sem ho­rários fixos, inclusive à noite. Retire um pouco de leite antes de dar de mamar, para amolecer a mama e facilitar para o bebê pegar o peito. Se houver piora, procure ajuda num serviço de saúde.
Pouco leite:
Para manter sempre uma boa quantidade de leite, amamente com freqüên­cia, deixando o bebê esvaziar bem o peito na mamada. Não precisa oferecer outro alimento (água, chá, suco ou leite). Se o bebê dorme bem e está ganhando peso, o leite não está sendo pouco.
Leite fraco:
- não existe leite fraco! Todo  leite  materno é forte e bom. A cor do leite pode variar, mas ele nunca é fraco;
- nem  todo  choro  do bebê  é  de  fome. A  criança  chora  quando quer aconche­go, quando tem cólicas ou sente algum desconforto;
- sabendo disso, não deixe que idéias falsas atrapalhem a amamentação.
Vantagens para o bebê:
Crianças que mamam têm menos risco de sofrer de doenças respiratórias, infecções urinárias ou diarréias, problemas que podem levar a internações e até à morte. O bebê amamentado corretamente, no futuro terá menos chance de desenvolver diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.
Vantagens para a mãe:
A mulher que amamenta corre menos risco de contrair câncer de mama e de ovário. Amamentar também ajuda a mulher a voltar ao peso normal mais rápido. 
Fonte:
- Ministério da Saúde.
 
 
 
PEGA ADEQUADA OU BOA PEGA
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 PEGA INADEQUADA OU MÁ PEGA
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Além de dificultar a retirada do leite, a má pega machuca os mamilos. Quando o bebê tem uma boa pega, o mamilo fica em uma posição dentro da boca da criança que o protege da fricção e compressão,   prevenindo, assim, lesões mamilares.
 
 
  Posição da Mãe – A mãe escolhe uma posição
 
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• As roupas da mãe e do bebê  são adequadas, sem restringir movimentos?
 
Recomenda- se que as mamas estejam completamente expostas, sempre que possível, e o bebê vestido de maneira que os braços fiquem livres.
 
• A mãe está confortavelmente posicionada, relaxada, bem apoiada não curvada para  trás nem  para a frente?
 
 O apoio dos pés acima do nível do chão é aconselhável (uma banquetinha pode ser útil).
 
• O corpo do bebê se encontra bem próximo do da mãe, todo voltado para ela,
barriga com barriga?
 
• O corpo e a cabeça do bebê estão alinhados (pescoço não torcido)?
 
• O braço inferior do bebê está posicionado de maneira que não fique entre o
corpo do bebê e o corpo da mãe?
 
• O corpo do bebê está curvado sobre a mãe, com as nádegas firmemente
apoiadas?
 
• O pescoço do bebê está levemente estendido?
 
• A mãe segura a mama de maneira que a aréola fique livre?
 
Não se recomenda que os dedos da mãe sejam colocados em forma de tesoura, pois dessa maneira podem servir de obstáculo entre a boca do bebê e a aréola.
 
• A cabeça do bebê está no mesmo nível da mama, com o nariz na altura do
mamilo?
 
• A mãe espera o bebê abrir bem a boca e abaixar a língua antes de colocá-lo
no peito?
 
• O bebê abocanha, além do mamilo, parte da aréola (aproximadamente 2cm
além do mamilo)?
 
 É importante lembrar que o bebê retira o leite comprimindo os seios lactíferos com as gengivas e a língua.
 
• O queixo do bebê toca a mama?
 
• As narinas do bebê estão livres?
 
• O bebê mantém a boca bem aberta colada na mama, sem apertar os lábios?
 
• Os lábios do bebê estão curvados para fora, formando um lacre?
 
 Para visualizar o lábio inferior do bebê, muitas vezes é necessário pressionar a mama com as mãos.
 
• A língua do bebê encontra-se sobre a gengiva inferior?
 
Algumas vezes a língua é visível; no entanto, na maioria das vezes, é necessário abaixar suavemente o lábio inferior para visualizar a língua.
 
• A língua do bebê está curvada para cima nas bordas laterais?
 
• O bebê mantém-se fixado à mama, sem escorregar ou largar o mamilo?
 
• As mandíbulas do bebê estão se movimentando?
 
• A deglutição é visível e/ou audível?
 
 
É sempre útil lembrar a mãe de que é o bebê que vai à mama e não a mama que vai ao bebê. Para isso, a mãe pode, com um rápido movimento, levar o bebê ao peito quando ambos estiverem prontos.
 
A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca quatro pontos-chave que caracterizam o posicionamento e pega adequados:
 
Pontos-chave do posicionamento adequado
1. Rosto do bebê de frente para a mama, com nariz na altura do mamilo;
2. Corpo do bebê próximo ao da mãe;
3. Bebê com cabeça e tronco alinhados (pescoço não torcido);
4. Bebê bem apoiado.
 
Pontos-chave da pega adequada
1. Mais aréola visível acima da boca do bebê;
2. Boca bem aberta;
3. Lábio inferior virado para fora;
4. Queixo tocando a mama.
 
 
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 Os seguintes sinais são indicativos de técnica inadequada de amamentação:
 
• Bochechas do bebê encovadas a cada sucção;
 
• Ruídos da língua;
 
• Mama aparentando estar esticada ou deformada durante a mamada;
 
• Mamilos com estrias vermelhas ou áreas esbranquiçadas ou achatadas quando o bebê solta a mama;
 
• Dor na amamentação;
Quando a mama está muito cheia, a aréola pode estar tensa, endurecida, dificultando a pega. Em  tais casos, recomenda-se, antes da mamada, retirar manualmente um pouco de leite da aréola ingurgitada.
 
FONTE: MINISTÉRIO DA SAÚDE / CADERNO DE ATENÇÃO BÁSICA
 
 
 

 



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